Vini Uma Nova Vida Fantástica - capítulo 1 Viagem sem volta

 


Vini é um órfão de doze anos que vive sozinho nas ruas litorâneas de Mezânia. Sua rotina muda drasticamente após ele seguir um vulto misterioso e encontrar Ziria, uma criatura de pele verde. Sem nada a perder no mundo humano, o garoto aceita se tornar aprendiz do ser enigmático e cruza um portal para a fantástica dimensão Beta. Agora, em um planeta com quatro luas e naves voadoras, Vini precisará seguir regras rígidas para sobreviver em um lugar onde ele nunca deveria estar.


Capítulo 1 Viagem sem volta


Vini é um garoto de doze anos que mora nas ruas de Betânia, uma cidade litorânea do país de Mezânia. Desde os cinco anos de idade, ele vive sozinho pelas ruelas da cidade, após um trágico acidente que seus pais sofreram quando iam para o trabalho. Desde então, ele faz do vão embaixo da ponte Scarlett o seu lar. Durante o dia, trabalha na porta do mercadão municipal e um ponto turístico, carregando as compras dos clientes. Essa rotina era diária para o garoto, dentro dessa atividade, ele conheceu várias pessoas, porém sempre se manteve distante delas.


Até que, em uma noite qualquer, por volta das duas horas da madrugada, ele acordou com um barulho estranho. Olhou para a frente e avistou o vulto de algo que corria em grande velocidade pela mata, em direção ao grande Lago Cinzento.


O garoto, movido por uma imensa curiosidade, começou a perseguir a sombra. De repente, ele parou na margem do lago, olhou para a direita e avistou um ser peculiar, com formas humanas e pele esverdeada. A criatura encarou o menino e disse:


— Quem é você? Por que me persegue?


— Eu sou o Vini. Acordei com um barulho e decidi descobrir o que era — respondeu o garoto, sem hesitar. — Qual o seu nome?


— Meu nome é Ziria. Eu estava voltando para casa quando percebi algo atrás de mim. Se você souber o que eu sou, não mais poderá existir neste mundo.



Vini ficou em silêncio por alguns segundos, assimilando as palavras da criatura.


— Eu não tenho nada ou alguém neste mundo que sentiria a minha falta — disse ele, com a voz firme.



Ziria franziu a testa, encarando-o com seriedade.


— Vou repetir, acho que você não entendeu. Minha identidade para este mundo é secreta. Se alguém descobrir quem sou eu, não poderá mais existir aqui.



— Eu estou disposto a me sacrificar para saber quem você é.


— Assim você me deixa sem jeito, menininho — comentou Ziria, momentaneamente sem palavras.


— Menininho não! Olhe para mim, sou um homem — protestou Vini, estufando o peito.


— Na minha visão, você não passa de um moleque — retrucou Ziria, com um leve sorriso.


— Quero muito saber quem é você, não vá embora! — pediu o garoto, dando um passo à frente.


A criatura pensou um pouco e se aproximou de Vini. Ao olhar bem no fundo dos seus olhos, percebeu que aquele garoto realmente não se sentia mais parte daquele mundo. Sentindo a dor da solidão dele, Ziria sentenciou:


— Você não mais existirá para este mundo. Sendo assim, eu lhe concedo a permissão para entrar no mundo alternativo.


No mesmo instante, um grande portal luminoso se abriu na beira do grande Lago Cinzento.



— Você entrará como meu aprendiz. Vamos.


E os dois atravessaram o portal. Ao cruzar o limiar, o garoto avistou um mundo totalmente diferente de tudo o que conhecia. Para Vini, aquela era a chance de uma nova vida, a oportunidade perfeita para esquecer a dor e a eterna saudade de seus pais.


Vini ficou admirado com o ambiente que avistou. Próximo a eles, estendia-se uma grande floresta com árvores imensas; ao se virar, viu do outro lado uma imponente cadeia de montanhas. Olhou para o céu e o seu coração disparou de surpresa: ali flutuavam quatro luas majestosas e um sol brilhante. Ficou perdidamente encantado com aquele cenário, até que, de repente, uma voz quebrou o seu transe. Era Ziria.



— Vamos para a cidade. É uma hora de viagem até lá


Vini piscou, tentando processar as informações, e perguntou:


— Vamos com qual transporte? Andando mesmo ou talvez até voando?


Ziria sorriu com o entusiasmo e um pouco de ironia do garoto.


Menino, olhe para a sua esquerda



Vini se virou. Diante dele estava um veículo sem rodas que planava suavemente no ar. Mais uma vez, o queixo do menino caiu.


Nossa, que fantástico! — exclamou.



— Estou percebendo que você vai se surpreender com tudo — comentou Ziria. — Afinal, você não viu nem um por cento deste planeta.


Ela caminhou em direção ao veículo, abriu a porta, entrou e se preparou para partir. Quando olhou para o banco ao seu lado, notou a ausência do garoto. Pôs a cabeça para fora da janela, impaciente.



— O que você está fazendo aí fora? Entre logo!


Ele ainda estava paralisado, admirando a máquina.


— Mas nem asas ele tem... — sussurrou Vini, fascinado.


Em seguida, o garoto entrou e sentou-se ao lado de Ziria. Ela deu a partida no veículo, que acelerou suavemente em direção à cidade mais próxima. Antes de pegarem a estrada principal, a criatura olhou seriamente para o jovem e o advertiu:


— Escute bem, menino. Não fale com ninguém a menos que eu permita. Você não deveria estar aqui.


Vini ficou admirado com o ambiente que avistou. Próximo a eles, estendia-se uma grande floresta com árvores imensas; ao se virar, viu do outro lado uma imponente cadeia de montanhas. Olhou para o céu e o seu coração disparou de surpresa: ali flutuavam quatro luas majestosas e um sol brilhante. Ficou perdidamente encantado com aquele cenário, até que, de repente, uma voz quebrou o seu transe. Era Ziria.



— Vamos para a cidade. É uma hora de viagem até lá.


Vini piscou, tentando processar as informações, e perguntou:


— Vamos com qual transporte? Andando mesmo ou talvez até voando?




Ziria sorriu com o entusiasmo do garoto.


Menino, olhe para a sua esquerda.



Vini se virou. Diante dele estava um veículo sem rodas que planava suavemente no ar. Mais uma vez, o queixo do menino caiu.


Nossa, que fantástico! — exclamou.



— Estou percebendo que você vai se surpreender com tudo — comentou Ziria. — Afinal, você não viu nem um por cento deste planeta.


Ela caminhou em direção ao veículo, abriu a porta, entrou e se preparou para partir. Quando olhou para o banco ao seu lado, notou a ausência do garoto. Pôs a cabeça para fora da janela, impaciente.


— O que você está fazendo aí fora? Entre logo!


Ele ainda estava paralisado, admirando a máquina.


— Mas nem asas ele tem... — sussurrou Vini, fascinado.


Em seguida, o garoto entrou e sentou-se ao lado de Ziria. Ela deu a partida no veículo, que acelerou suavemente em direção à cidade mais próxima. Antes de pegarem a estrada, a criatura olhou seriamente para o jovem e o advertiu:


— Escute bem, menino. Não fale com ninguém a menos que eu permita. Você não deveria estar aqui.


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