Vini Uma Nova Vida Fantástica - Cap 5: A Escolha de Ziria uma Ficção Científica , LitRPG drama suspense e muito mais


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Classificação Indicativa: 14 anos (Contém suspense, ficção científica e mistério)

⚔️ Gênero: Fantasia Épica / Ficção Científica / Sci-Fi Fantasy

🔮 Temáticas: Viagem espacial, Multiverso, Magia oculta e Segredos de estado

Prepare-se para entrar em uma eletrizante jornada em outro mundo! Neste quinto capítulo de fantasia científica, a tensão aumenta no coração do multiverso. Para proteger o misterioso Vini de virar refugo biológico nas mãos do Conselho, a caçadora lendária Ziria toma uma decisão autodestrutiva. Desafiando um rigoroso sistema de níveis de poder e as regras da burocracia interdimensional, ela decide peitar o sistema e usar o transporte oficial rastreado, iniciando uma verdadeira corrida contra o tempo antes que a Suprema Guarda envie um alerta de desvio biológico.Se você acompanha livros de jovem adulto (YA) estilo Isekai, tramas de ficção e aventura com segredos de estado e o suspense do despertar de poderes, continue a leitura do Capítulo 5 de Vini Uma Nova Vida Fantástica!


O silêncio que se seguiu às palavras de Max pesou no corredor de metal escovado, interrompido apenas pelo zumbido quase imperceptível das lâmpadas fluorescentes e pelo pulsar rítmico de seus olhos biônicos


Que aos poucos diminuíram o brilho, aceitando a muralha que Ziria havia erguido. Ele exalou uma lufada de ar cansada, os ombros antes rígidos cedendo ligeiramente sob o peso da frustração.


A caçadora implacável, a lenda viva da agência, havia feito sua escolha, por mais absurda e autodestrutiva que parecesse aos olhos da burocracia interdimensional.


— A vida é sua, faça o que quiser — respondeu Max, a voz agora desprovida da severidade paternal e preenchida por uma fria resignação administrativa. Ele cruzou os braços novamente, afastando-se um passo para restabelecer a distância profissional que sempre existira entre eles.


Ziria sustentou o olhar, sentindo o peso daquela concessão. Ela sabia que, no jargão da agência, "faça o que quiser" era o equivalente a caminhar sem rede de segurança em um abismo dimensional.


Sem o apoio de Max, ela estava oficialmente por conta própria. Ela limpou a garganta, ajeitando a sua arma de pulso que descansava em seu coldre tático, adotando uma postura puramente operacional para mascarar o turbilhão interno.


— Eu mesmo o levo para o prédio da administração — declarou Ziria, a voz firme, embora seus olhos inevitavelmente buscassem, através do reflexo borrado do vidro, a silhueta encolhida do garoto na cadeira de metal.


Ele parecia uma folha seca prestes a ser varrida por uma tempestade cósmica. Ela voltou a focar em Max. — E quem devo procurar lá mesmo?


Max processou a pergunta, seus implantes oculares emitindo um estalo mecânico de baixa frequência enquanto acessavam os registros internos da central.


— Procure o meu amigo, Cod — respondeu ele, num tom quase confidencial, sabendo que Cod era um dos poucos burocratas do alto escalão que ainda operavam com base em velhos favores e noções antigas de honra, em vez de apenas seguir os memorandos frios do Conselho.


— Você vai no veículo oficial da administração da imigração. O protocolo exige um transporte blindado de custódia temporária para qualquer ser com assinatura mágica não catalogada, mesmo uma tão... medíocre quanto a dele.


Ziria franziu o cenho, a menção ao transporte oficial disparando seus alarmes de caçadora.


Carros da imigração eram rastreados por satélites de três setores diferentes simultaneamente. Se o Conselho decidisse intervir antes que ela cruzasse as portas do complexo central, ela estaria encurralada em uma caixa de metal flutuante sem rotas de fuga.


— Mas eu posso muito bem levá-lo — interveio Ziria, dando um passo à frente, a mão gesticulando em direção às docas inferiores. 


— O meu interceptador está totalmente abastecido e modificado. Possui camuflagem quântica e defletores térmicos que nenhum radar da imigração consegue pescar.


Chegamos lá na metade do tempo e sem chamar atenção indesejada.


Max balançou a cabeça negativamente, a expressão endurecendo mais uma vez. A flexibilidade dele tinha limites bem definidos, e ele não pretendia assinar o próprio mandado de demissão — ou algo pior — facilitando uma quebra tão flagrante de jurisdição.


— Eu devo seguir o protocolo padrão para essa situação, Ziria — sentenciou Max, a voz intransigente, o tom de quem não aceitaria réplicas.


— O garoto entrou no sistema a partir do momento em que os sensores principais foram ativados. Se o veículo de custódia não registrar a partida dele deste laboratório nos próximos dez minutos, um alerta de desvio biológico será enviado automaticamente para a Suprema Guarda.


Você quer que nós dois sejamos caçados antes mesmo de sairmos deste quadrante? Ziria respirou fundo, absorvendo o golpe da realidade burocrática.


Max tinha razão no que dizia respeito à segurança dos dados. Lutar contra o sistema de dentro era uma coisa; tornar-se uma fugitiva imediata destruiria qualquer chance de dar ao garoto um destino seguro.


— Ok — disse Ziria, os nós dos dedos empalidecendo por um segundo enquanto ela relaxava as mãos. — Se é só isso, vou chamá-lo e levá-lo ao pátio. O transporte está lá, não é?


— Sim, está — confirmou Max, apontando com o polegar em direção ao elevador hidráulico que descia para as plataformas subterrâneas de carregamento.


No entanto, antes que ela pudesse dar o primeiro passo em direção à porta automática da sala de avaliação, ele estendeu a mão, segurando-a levemente pelo antebraço. — Peço mais uma vez: pense melhor.


Dê um jeito naquilo. Devolva-o para o lixão de onde o tirou, ou entregue-o como refugo biológico antes que os burocratas de cima façam perguntas que você não pode responder. 


Você está trocando uma eternidade de glória por um lapso de sentimentalismo.


Ziria desvencilhou-se do toque de Max com um movimento seco e elegante, o rosto transformando-se em uma máscara de frieza que rivalizava com o metal das paredes do corredor.


— Chega de falar disso — cortou ela, as palavras saindo cortantes. — Possivelmente eu vou ser punida, e eu aceito esse risco. O Conselho que faça o seu pior. Agora, vamos mudar de assunto.


Ela precisava desviar o foco de Max e, ao mesmo tempo, acalmar os próprios pensamentos que ameaçavam entrar em curto-circuito. Como caçadora sênior, sua mente trabalhava melhor quando processava ameaças externas reais, em vez de... .


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