Vini Uma Nova vida fantástica - Cap 4: A Caçadora Solitária Webnovel de Ficção Científica, Multiverso e Sci-Fi Fantasy


🔞 Classificação Indicativa: 14 anos (Contém suspense, ficção científica e mistério)

⚔️ Gênero: Fantasia Épica / Ficção Científica / Sci-Fi Fantasy

🔮 Temáticas: Viagem espacial, Multiverso, Magia oculta e Segredos de estado

A caçadora mais implacável da galáxia está prestes a arruinar tudo por um segredo.Em A Caçadora Solitária (ou Ziria: A Solitária), conhecemos a lendária guerreira que construiu uma reputação de ferro no multiverso por recusar parcerias e agir totalmente sozinha nos quadrantes mais perigosos do espaço. No entanto, ela arrisca sua carreira e sua própria vida ao resgatar um misterioso garoto órfão de um planeta periférico.Para o administrador Max, a atitude de Ziria é uma completa insanidade. Os escaneamentos biológicos mostram que o garoto é uma criatura comum e sem valor, cuja magia medíocre e linear não justifica a fúria e as punições severas do Conselho. Diante de olhos biônicos e interrogatórios tensos, Ziria esconde a verdade sobre a conexão oculta que sentiu. O tempo para os segredos de estado está se esgotando, e a mulher que nunca cria laços precisará escolher entre o seu passado ou o destino dessa criança. Se você adora ler ficção científica online com elementos de alta magia, conspirações espaciais e exploração de mundos paralelos, prepare-se para acompanhar os capítulos desta eletrizante jornada.

Capítulo 4 - O Confronto de Max


Max apertou o botão do comunicador e pediu para o garoto sentar em uma cadeira de metal próxima, desligando os sensores principais.


O garoto se encolheu na cadeira, parecendo ainda menor sob a luz forte do teto.


Max se virou para Ziria, com uma expressão que oscilava entre a confusão e a irritação. Com um aceno de cabeça, ele a chamou para conversar fora da sala, caminhando até um corredor isolado onde o som do laboratório não podia alcançá-los.


As portas automáticas se fecharam atrás deles com um baque surdo. Max cruzou os braços e encarou Ziria. Seus olhos biônicos focaram nela, analisando suas reações musculares.


— Por que você está fazendo isso, Ziria? Por que está com esse ser? — a pergunta de Max veio direta, sem rodeios. — Eu acabei de rodar o escaneamento completo.


Ele é absolutamente comum. A magia dele é medíocre, comum, linear. Visualmente e biologicamente, ele não tem absolutamente nada de especial.


É apenas um órfão de algum mundo periférico.


Ziria manteve o olhar firme, embora cada palavra de Max pesasse como chumbo em sua consciência.


— Estou genuinamente curioso — continuou o administrador, aproximando-se um passo.


— O que uma caçadora do seu calibre quer com um ser de outro planeta que não vale sequer o combustível que você gastou para trazê-lo?


É sério que você está disposta a arruinar sua carreira, a ser punida severamente pelo Conselho, por aquilo que está sentado ali dentro?


Ziria desviou o olhar por uma fração de segundo, encarando o reflexo borrado do vidro que dava para a sala de avaliação. O garoto continuava lá, olhando para as próprias mãos.


— Eu senti... — começou Ziria, a voz quase um sussurro. — Senti que deveria.


Max soltou uma gargalhada seca, desprovida de qualquer humor. O som ecoou pelo corredor.


— Sentiu que deveria? Você só pode estar brincando comigo, não é? Por que você diz uma idiotice dessas? — o tom de Max mudou de curiosidade para uma severidade quase paternal, misturada com profunda descrença.


Ele deu as costas por um momento, passando a mão pelo rosto, antes de se virar novamente para ela, apontando o dedo na direção do vidro.


— Porque logo você, Ziria? Logo você, que construiu uma reputação de ferro nesta agência por preferir sempre agir sozinha? Você nunca aceitou fazer parceria com ninguém.


Sempre recusou assistentes, sempre rejeitou apoio tático nos quadrantes mais perigosos do multiverso. Você é conhecida em todos os setores como a Solitária. A mulher que não sangra, que não se importa e que não cria laços.


Max deu mais um passo, sua voz caindo para um tom de aviso sombrio.


— E agora, a Solitária está jogando a própria vida no lixo por causa de uma criatura mágica de quinta categoria? Há algo nessa história que você não está me contando, Ziria. E o tempo para os segredos está se esgotando.


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