⚔️ Gênero: Fantasia Épica / Alta Fantasia / Mistério.
🔮 Temáticas: Magia antiga, Criaturas místicas, Sobrevivência e Forças das sombras.
Descubra Orin, um humano criado por criaturas místicas na Floresta Negra. Uma história de alta fantasia, magia antiga, relíquias e sobrevivência. Na escuridão implacável da Floresta Negra, o choro desesperado de um garotinho de três anos rompe o silêncio e atrai predadores famintos das sombras. Mas a criança carrega um segredo: uma energia mágica incrivelmente pura. Esse brilho espiritual desperta os Serviles, criaturas místicas e majestosas que decidirão o destino do menino antes que o pior aconteça
O Pacto com o Líder Veste e as Relíquias dos Homens.
Afastadas na orla silenciosa da floresta, onde as copas das árvores bloqueavam a luz direta do sol, Zara chamou Mista para um canto, longe dos ouvidos atentos de Orin.
O garoto agora se entretinha tentando imitar o caminhar elegante das mães, falhando comicamente com suas duas pernas curtas.
A expressão nos grandes olhos escuros da servile era de profunda preocupação. "Precisamos pensar em como vamos criar ele", começou Zara, batendo o casco esquerdo no chão com nervosismo.
Qual tipo de tarefas um humano poderá desempenhar entre os serviles? E, mais importante, qual forma de batalha devemos ensiná-lo? Ele é um ser totalmente diferente de nós, Mista.
Ele não tem cascos para desferir coices, não tem chifres para a Chifrada do Destino e seus ossos são tragicamente frágeis.
Miste olhou para o garoto e soltou um murmúrio pensativo, sabendo que a biologia humana era um misterio completo para a colônia. Foi então que uma ideia surgiu: "Nosso líder, Veste... Eu sei que ele guarda relíquias do mundo exterior.
Ele tem diversos livros escritos por humanos, trazidos de eras passadas. Vou até ele e pedirei alguns. Zara concordou com um aceno de cabeça, e Mista partiu a meio galope em direção à residência do carismático e sábio líder Veste.
Ao contrário dos outros membros do grupo, que dormiam sob cabanas simples, Veste habitava uma cabana imponente no coração da aldeia.
A estrutura era magnífica, construída com troncos ancestrais entrelaçados por magia e coberta por uma ramagem densa que brilhava levemente à noite.
Ao ouvir o apelo sincero daquela mãe que adotara um órfão de outra espécie, Veste demonstrou uma generosidade sem tamanho. Ele compreendia com sua sabedoria antiga que o destino daquela criança estava entrelaçado ao equilíbrio da floresta.
Sem hesitar, o velho servile abriu os grandes baús de sua cabana imponente e disponibilizou dezenas de livros e pergaminhos amarelados pelo tempo, que haviam sido salvos de ruínas humanas. Os materiais cobriam os mais diversos temas:
Desde tratados filosóficos de ética e convivência social até manuais de combate complexos criados por impérios que a história já havia esquecido.
Zara e Mista transformaram sua habitação natural em uma verdadeira academia de conhecimento, deitando-se ao redor do garoto todas as noites para ajudá-lo a folhear as páginas com seus focinhos e cascos, dedicando cada momento livre para traduzir e aplicar os ensinamentos ao pequeno Orin.
Os Anos de Aprendizado na Floresta Negra.
Dias se transformaram em semanas, meses se acumularam em anos, e o tempo passou voando sob as copas densas e protetoras da Floresta Negra.
Orin não era uma criança comum; crescendo cercado por criaturas que dependiam puramente dos sentidos aguçados, ele desenvolveu uma mente como uma esponja seca, faminta por água.
Durante quatro anos ininterruptos, ele absorveu absolutamente tudo o que lhe foi ensinado pelas mães e pelos livros de Veste.
Ele lia os pergaminhos esticados no chão enquanto se apoiava nos flancos peludos de Zara para se aquecer, praticando os conceitos de ética moral, escrita e lógica.
Aos sete anos de idade, Orin já conhecia cada canto da aldeia, cada trilha oculta pelo bando e cada um dos perigos mortais da Floresta Negra. Ele não era mais apenas uma cria indefesa.
Ele passou a participar, inicialmente apenas como um observador silencioso camuflado nas copas das árvores baixas, de inúmeras caçadas e patrulhas promovidas pelos guerreiros serviles de elite contra os predadores da região.
Nessas caçadas, Orin começou a notar de forma nítida o contraste cultural e biológico entre ele e seu povo adotivo. No início, ele estranhou profundamente a forma como os serviles lutavam.
O combate daquela espécie era baseado na investida pesada, na velocidade quadrúpede, no impacto direto das galhadas e na liberação maciça de energia positiva acumulada que emanava de seus corpos. Orin, através da leitura minuciosa dos.
Em Breve Capítulo 7
