🔞 Classificação Indicativa: 14 anos (Contém suspense, tensão Juvenil )
⚔️ Gênero: Fantasia Épica / Alta Fantasia / Mistério. Fantasia Urbana / Fantasia Épica Juvenil
🔮 Temáticas: Magia antiga, Criaturas místicas, Sobrevivência Jovem Adulto (YA), Mistério, Descoberta de Poderes, Contraste Social.
Sinopse: O retorno à realidade da escola nunca foi tão sufocante. Após descobrir portais rúnicos ocultos na escuridão da noite, Caio tenta sobreviver ao caos do refeitório enquanto esconde um segredo perigoso de seus melhores amigos. Mentir para Maria e Guilherme parece a única saída para não ser tratado como louco. Afinal, como explicar que Laila, a garota mais popular do colégio, manipula forças mágicas antigas? Enquanto Caio tenta disfarçar seu pavor, ele não faz ideia de que, do outro lado do refeitório, o sorriso de Laila esconde uma análise fria e perigosa. Acompanhe o tenso Capítulo 7 de Os Místicos e descubra os segredos que rondam o despertar de um herói lendário.
Os Místicos - Capítulo 7: A quase certeza (Continuação)
O zumbido nos ouvidos de Caio finalmente começou a diminuir, sendo substituído pelo barulho caótico e familiar do refeitório da escola. O cheiro de comida de estufa misturado com o suor de dezenas de adolescentes preenchia o ar abafado.
Ele precisava piscar várias vezes para dissipar a névoa mental que o isolava do mundo real.
Olhando para à sua frente, ele viu os rostos ansiosos de seus dois melhores amigos. Guilherme ainda o encarava com os olhos arregalados, esperando uma resposta bombástica.
Maria batucava os dedos nervosamente na superfície de plástico da mesa, com as sobrancelhas erguidas em pura desconfiança.
Caio engoliu em seco. A garganta parecia cheia de areia.
Ele sabia que se hesitasse por mais um segundo, eles começariam a fazer perguntas que ele simplesmente não saberia responder sem parecer um completo louco.
Como explicar que a garota mais popular do colégio na verdade manipulava forças que desafiavam as leis da física? Não dava. Ele precisava mentir, e precisava ser convincente.
Discretamente, sem mover a cabeça, Caio usou a visão periférica para lançar um último olhar em direção à mesa distante onde Laila estava sentada com as amigas.
Ela continuava rindo, o cabelo jogado casualmente sobre o ombro, perfeitamente integrada à realeza social da escola.
Voltando-se para os amigos, Caio forçou os músculos do rosto a relaxarem e soltou uma risada amarela, tentando parecer o mais descontraído possível.
— Cara, vocês estão viajando pesado — disse Caio, a voz saindo um pouco mais aguda do que o normal, o que o fez pigarrear para disfarçar.
Ele olhou diretamente para Maria.
— Eu só conheço ela de vista... aliás, como quase todo mundo aqui na escola, né? Eu apenas dei sorte de ela responder. Acho que ela só estava de bom humor hoje.
Maria semicerrou os olhos, cruzando os braços sobre o peito. Ela o analisou de cima a baixo, procurando por qualquer microexpressão que denunciasse a mentira.
O cinismo característico dela ficou evidente no canto dos lábios.
— Hum, sei... Deu sorte — murmurou Maria, a voz carregada de ironia. — Apesar de ela ser simpática com todos os "pobres mortais" como nós, ninguém simplesmente sai jogando um 'bom dia' no meio do corredor para a Laila e sai ileso.
A gente não se atreve. Mas você... o que deu em você, mocinho? Desde quando virou o rei da iniciativa?
Guilherme deu um tapa na mesa, fazendo as garrafas de suco tremerem, e soltou uma risada alta que chamou a atenção de alguns alunos na mesa ao lado.
— Pois é! Foi ousado, hein, moleque? Mas eu gostei! — Guilherme apontou o resto do sanduíche para Caio, os olhos brilhando de orgulho vicário. — Tem que ter coragem para quebrar o gelo com a elite.
Se ela soubesse meu nome, eu já estava planejando o casamento. Mas falando sério, Caio, você estava parecendo um zumbi o dia inteiro. Parecia que tinha visto um fantasma.
Tem certeza de que foi só um 'bom dia'?
— Absoluta — mentiu Caio, sentindo o estômago dar nós. O suor frio começou a brotar na nuca. — Só tive uma noite péssima de sono. Sabe como é, insônia. Minha cabeça está meio devagar hoje.
— Sei bem como é a sua insônia. Chama-se videogame até às três da manhã — rebateu Maria, embora o tom de voz tivesse suavizado um pouco, indicando que ela havia aceitado temporariamente a explicação.
Alguns minutos se passaram, e os três continuaram a bater papo sobre assuntos aleatórios — fofocas sobre o professor de matemática, reclamações sobre o excesso de tarefas e planos vagos para o final de semana.
Caio se esforçava para rir nas horas certas e balançar a cabeça em concordância, mas seu coração continuava acelerado. Ele era um péssimo ator, e o peso do segredo que carregava parecia esmagar seus ombros.
O que Caio não percebia, no entanto, era que a verdadeira ameaça não estava na desconfiança de seus amigos.
Do outro lado do refeitório, o cenário na mesa de Laila era completamente diferente do que aparentava.
Enquanto suas amigas discutiam fervorosamente sobre alguma postagem em uma rede social, Laila mantinha um sorriso perfeitamente moldado no rosto.
A mente de Laila processava ideias e hipóteses a uma velocidade vertiginosa. Ela tentava ler os lábios de Caio, buscando reações, tentando decifrar se ele estava contando o que tinha visto na noite passada ou se estava mantendo o.
Em Breve Capítulo 8
